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Como Criar Sessões e-Learning – O Plano de Sessão

Um plano de sessão é um mapa desenhado pelo formador/tutor sobre o que os alunos precisam aprender e de como o podem fazer com eficácia durante o perído da sessão. Antes de traçar o plano de sessão, é necessário identificar primeiro os objectivos da sessão. Depois, pode então desenhar-se actividades de aprendizagem e desenvolver estratégias para obter feedback sobre a evolução de aprendizagem dos estudantes. Um plano de sessão de sucesso integra estas três componentes:

– Objectivos para aprendizagem dos alunos
– Actividades de ensino-aprendizagem
– Estratégias de verificação da aprendizagem efectiva dos alunos

Passos Para Preparar um Plano de Sessão

Na lista abaixo descrevemos seis passos fundamentais para a criação e desenvolvimento de um plano de sessão. Cada passo é acompanhado por um conjunto de questões com o propósito de guiar o formador/tutor a desenhar as suas actividades de ensino-aprendizagem.

(1) Traçar objectivos de aprendizagem

O primeiro passo é determinar o que os estudantes precisam aprender e ser capazes de fazer no final da sessão. Para ajudar a especificar os objectivos de aprendizagem dos estudantes, responda às seguintes questões:

– Qual é o tema da sessão?
– O que é que eu quero que os estudantes aprendam?
– O que é que eu quero que os estudantes levem consigo quando terminar a sessão?

Depois de traçar os objectivos de aprendizagem para a sessão, classifique-os em termos de importância. Este passo irá prepará-lo a gerir melhor o tempo de cada sessão e a atingir os objectivos de aprendizagem mais importantes, no caso de ficar limitado no tempo. Considere as seguintes questões:

– Quais são os mais importantes conceitos, ideias ou competências que os estudantes deverão assimiliar?
– Por que razão são importantes?
– Se estiver prestes a ficar sem tempo, quais são os que não poderão ser omitidos?
– Por consequência, quais são os que poderão não ser mencionados?

(2) Desenvolver a Introdução

Agora que temos os objectivos de aprendizagem definidos por ordem de importância, está na altura de desenhar as actividades específicas que serão usadas para os estudantes aplicarem o que aprenderam. Porque irá ter estudantes com diversos graus académicos e experiência profissional, o formador/tutor deverá começar com uma questão ou actividade para averiguar o nível de conhecimento, ou noções acerca de um conceito. Por exemplo, o formador/tutor pode simplesmente perguntar: “Quem já ouviu falar no assunto X, levante a mão!”.
Assim, o formador/tutor deverá desenvolver uma introdução criativa ao tema para estimular o interesse e encorajar o pensamento. Poderão ser utilizados variada abordagens para cativar a atenção dos estudantes (por xemplo, anedota pessoal, evento histórico, dilema provocatório, exemplo real, pequeno vídeo, aplicação prática, resolução de problemas, etc). Considere as seguintes questões quando estiver a planear a introdução:

– Como é que irei saber se os estudantes têm algum conhecimento ou noção pré-concebida sobre o tema da sessão?
– Quais são algumas das ideias comuns, ou conceitos mal formulados, que os estudantes poderão ter sobre o tema da sessão?
– O que é que eu irei fazer para introduzir o tema da sessão?

(3) Desenvolver as actividades específicas de aprendizagem (o corpo principal da sessão)

O formador/tutor deverá preparar diferentes formas de explicar os conteúdos (exemplos reais, analogias, etc) para prender a atenção de mais estudantes e apelar a diferentes estilos de aprendizagem. À medida que desenvolve os exemplos e as actividades, deverá estimar quanto tempo irá dispensar em cada um. Os conteúdos deverão ser desenvolvidos para uma explicação ou discussão prolongada, mas o formador/tutor deverá também estar preparado para mudar rapidamente para outros pontos ou problemas, e para identificar estratégias que se melhor se adaptem ao entendimento dos estudantes. Estas questões irão ajudar a desenvolver as melhores actividades de aprendizagem:

– O que é que eu irei fazer para explicar o tema?
– O que é que eu irei fazer para ilustrar o tema de uma forma diferente?
– Como é que eu posso motivar os estudantes no tema?
– Quais são os exemplos reais, analogias ou situações que possam ajudar os estudantes a entender o tema?
– O que é que os estudantes precisam fazer para se ajudarem a si próprios a entenderem melhor o tema?

(4) Estratégias para identificar o entendimento

Agora que o formador/tutor já explicou o tema e ilustrou o mesmo com diferentes exemplos, precisa identificar se os estudantes estão realmente a entender o tema abordado. Como é que irá saber se os estudantes estão a aprender? O formador/tutor deverá pensar em questões específicas que poderá colocar aos estudantes para compreender o seu entendimento até ao momento, escrevê-las, e de seguida ditá-las em voz alta para assegurar que está preparado para colocar as questões de diferentes formas. Deverá tentar prever as respostas que as suas questões irão gerar. Para ajudar a gerar algumas ideias, o formador/tutor poderá colcoar estas questões a si próprio:

– Que questões irei eu colocar aos estudantes para verificar a sua compreensão do tema?
– O que é que quero que os estudantes façam para eu perceber que eles estão a entender o tema?
– Voltando à lista de objectivos, quais são as actividades que eu quero que os estudantes compreendam e quais são as que foram conseguidas?

Uma estratégia importante que o formador/tutor deverá ter em consideração para o ajudar na gestão do tempo é antecipar as questões dos estudantes. Quando estiver a planear a sessão, deverá decidir quais as questões que serão produtivas para uma discussão detalhada, e quais as questões que poderão distrair a restante turma.

(5) Desenvolver uma conclusão

No final deverá fazer-se um sumário dos pontos principais abordados na sessão. O formador/tutor poderá fazer isto de variadas formas: expor ele próprio os tópicos que pretende (“Hoje falámos sobre…”), ou poderá pedir a um estudante para o ajudar a sumarizar os pontos principais da sessão, ou até pedir aos estudantes que escrevam o que eles entenderam dos conteúdos da sessão.

Com esta informação poderá rever as respostas dos estudantes e perceber o nível de compreensão atingido ao tema, para depois explicar melhor os pontos menos compreendidos numa próxima sessão.

Por fim, o formador/tutor deverá realizar uma pequena introdução sobre o que irá ser a próxima sessão. De que forma o tema se irá relacionar com o tema da próxima sessão? Esta introdução irá despoletar o interesse nos estudantes, e ajudá-los a conectarem-se com diferentes ideias num contexto mais alargado.

(6) Criar uma linha de tempo real

Todos nós sabemos como o tempo corre depressa e, por vezes, o formador/tutor não é capaz de abordar todos os tópicos que tinha planeado para a sessão. Se uma lista de 10 objectivos de aprendizagem não é realística, deverá reduzir a lista para 3 ou 4 conceitos, ideias, ou competências que os estudantes deverão aprender sem falta.

É também habitual o formador/tutor ter de alterar e ajustar o plano de sessão durante a própria sessão, de acordo com as necessidades dos estudantes. A lista dos principais objectivos de aprendizagem irá ajudar a tomar decisões e a realizar os ajustes necessários. Ter exemplos adicionais e actividades alternativas também são uma boa estratégia de flexibilidade.

Desenhar um linha de tempo real irá reflectir a flexibilidade do formador/tutor e a sua capacidade e rapidez de resposta para se adaptar a um ambiente específico de ensino-aprendizagem em cada sessão. Deixamos aqui algumas estratégias para criar uma linha de tempo real:

– Estimar quanto tempo cada actividade irá levar, e planear tempo extra para cada uma.
– Na preparação do plano de sessão, ao lado de cada actividade, indicar o tempo estimado para a sua execução.
– Reservar alguns minutos no final da sessão para esclarecer algumas questões pendentes e para enfatizar os pontos principais.
– Preparar uma actividade, ou discussão, caso sobre algum tempo no final da sessão.
– Ser flexível: o formador/tutor deverá estar preparado para ajustar e adaptar o plano de sessão às necessidades dos estudantes e focar-se no que entender ser mais produtivo, do que manter o seu plano de sessão original.

Conclusão

Para ser efectivo, o plano de sessão não precisa ser um documento exaustivo que descreva todo e cada cenário possível de uma sessão. Nem deve antecipar toda e cada resposta ou questão dos estudantes. Em vez disso, deverá providenciar ao formador/tutor uma linha geral dos objectivos de ensino-aprendizagem a atingir, e os meios para os alcançar. É apenas uma forma de relembrar ao formador/tutor o que pretende fazer e como o pretende fazer. Uma sessão produtiva não é aquela em que tudo corre como planeado, mas aquela em que formador/tutor ensina e aprende com cada estudante.

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